AMOR FATI

um filme de Claúdia Varejão

O título vem de uma frase latina ligada aos filósofos estóicos. Amor fatio amor ao destino, a ideia de que tudo o que acontece na vida, bom ou mau, acontece por um motivo. Este filme é uma manifestação dessa ideia. Apostando numa abordagem emocional às pessoas que filma, Cláudia Varejão (No Escuro do Cinema Descalço os Sapatos Ama-San) constrói um mosaico para olhar o quotidiano de indivíduos muito diferentes – irmãs, mães e filhas, donos e animais, famílias, que se tornam de certa forma parecidos por estarem ligados por algum tipo de amor. 
A autora descreve-o como uma "celebração da vida", mas também um olhar íntimo sobre vozes interiores que fazem de cada um de nós quem somos. Durante dois anos, a realizadora procurou "em Portugal de norte a sul, por histórias de amores inabaláveis que se expressavam, à primeira vista, em fisionomias semelhantes". Segundo a produtora Terratreme, o filme "vai ao encontro de partes que se completam". "São retratos de casais, amigos, famílias e animais com os seus donos. Partilham a intimidade dos dias, os hábitos, as crenças, os gostos e alguns traços físicos".

21 DE ABRIL

MARINHO



Marinho nasceu em Lisboa e cresceu em frente à televisão. Teve desde cedo muita exposição a desenhos animados americanos e aos filmes de meados dos anos 90, o que resultou numa crescente intimidade com a perspectiva de Hollywood sobre o amor, relações e natureza humana no geral.
Agora, como jovem adulta, ela tenta compreender aquilo que existe entre expectativas romantizadas em demasia e a vida real fora de sitcoms. As resoluções surgem na forma de canções de indie folk que escreveu e colecionou ao longo dos anos. Canções essas que são apresentadas no seu álbum de estreia “~” (ler ‘til’), editado em Outubro de 2019 pela Street Mission Records nos formatos CD e Cassete e distribuição digital assegurada pela [PIAS].
Nas palavras da compositora: “~” é sobre aceitar que a vida é feita de altos e baixos. É sobre a transição de se tornar alguém que olha para dentro para resolver falhas emocionais, em vez de procurar resolução nos outros. É sobre a procura pela cura." Gravado no Black Sheep Studios e masterizado por Philip Shaw Bova (Father John Misty, Marlon Williams, Feist, Andy Shauf), “~” é construído a partir da simplicidade das raízes da música folk norte-americana e inspirado em ricas texturas cinematográficas.
O primeiro single, "Ghost Notes", lançado no início de 2019, foi um sucesso com forte impacto nas rádios e em playlists do Spotify ou Apple Music. O segundo single, "Window Pain", teve estreia na VICE Portugal e deu continuidade ao bom momento de Marinho. No início de Setembro surgiu o terceiro avanço do disco, "Freckles". Mais tarde, surge a derradeira antecipação com "I Give Up And It's Ok", num vídeo realizado por Martim Braz Teixeira (Jasmim) e estreia no blogue nova iorquino Audiofemme.

21 DE MAIO



“LIVE PERFORMANCE” ↳ ANDRÉ CEPEDA • GABRIEL FERRANDINI • MARIA REIS



De fora e sem grande contexto a união destas três figuras podia parecer meio inusitada, mas com conhecimento de causa sabe-se que paira aqui um enorme respeito mútuo e amizade a consolidar esta parceria triangular. Nascida para performance, uniu a voz de Maria Reis à bateria, percussão e amplificação de Gabriel Ferrandini e ao apurado sentido cénico de Cepeda, no uso do fumo, da projecção e da fotografia. Momento iluminado de liturgia que arranca agora uma nova editora aqui no burgo com o nome de Trás-os-Montes Records capitaneada pela mãe Cepeda, e que é mostra possível desse acontecimento especial – quem não esteve tem no disco aqui um falso recuerdo obrigatório – e se “repete” agora. Outra forma certamente.

‘Live Performance, 2018’ ao início manda aquele peso solene da invocação que associamos ao paganismo, mas trata-se afinal de uma ideia de música de devoção transversal a pontos geográficos que tanto podem ser os cantares transmontanos – como ‘Li-La-Ré’ ou ‘Viste Lá o Meu Amado (Paixão)’ captados por Giacometti e Lopes Graça – como a história do gospel ao doo-wop ao r&b/soul ou ao butoh e demais cartografias ancestrais e eternas. A voz numa aura de suspensão etérea em jeito de procissão pausada, gravitando em torno das acentuações rítmicas e tímbricas dos tambores e do processamento discreto de Ferrandini, tudo muito sóbrio, com tempo para acontecer e respirar. Sem entrar por clamores ou pseudo-bruxarias, a focar o essencial. Música séria e muito bonita. Aqui da terra.

26 DE JUNHO



VERÃO DANADO

um filme de Pedro Cabeleira

Primeira longa-metragem do cineasta português Pedro Cabeleira com Pedro Marujo, Lia Carvalho e Ana Valentim. Um registo espontâneo de uma geração recém-licenciada à beira de entrar no mundo do trabalho.

O verão de Chico começa na terra, ao pé dos avós, debaixo dos limoeiros, no escape da atmosfera da infância. Mas o seu lugar agora é na capital, onde terminou o curso e para onde parte à procura de emprego. Pertence a uma geração sem expectativas, à qual a idade adulta começa às portas do nada. São as noites lisboetas, com os seus amores e "desamores", que o amparam com um hedonismo psicadélico, onde a angústia em combustão forma euforia, e depois liberdade.
Primeira obra de Pedro Cabeleira que conquistou a Menção do Júri do Festival de Locarno.

17 DE JULHO




RAPAZ EGO



“Um herói é só tão bom quanto forte for o seu vilão.”

Rapaz Ego é a kryptonite de Luís Montenegro (teclista e compositor nos Salto).
É o artefacto que o humaniza e por isso torna a história digna de se contar. É o Luís com todas as vantagens de não ter de o ser.
Depois do EP "Gente a Mais", feito em uma semana na ida Primavera de 2016, Rapaz Ego regressa em Maio de 2019 com o lançamento digital de “Vida Dupla”, single este que dará também nome ao LP a sair em 2021.
Com o decorrer de 2020, Rapaz Ego viu-se forçado a atrasar a edição do seu disco de estreia. Na ânsia de criar, surge o EP "Rapaz Ego Canta Durante La Siesta", devaneio de confinamento que chega aos nossos ouvidos sob uma notória influência latina.

17 DE SETEMBRO



VIAGEM SENTIMENTAL (ASSEMBLAGE) ↳FRANCISCO CAMACHO



O projeto Viagem Sentimental começa em 2017 a convite da organização Devi/Capa e tendo sido um processo criativo altamente estimulante e gratificante para o artista, prosseguiu com o projeto, abrangendo outras regiões e realidades do país, realizando diferentes espetáculos a partir de uma metodologia de trabalho comum.
Viagem Sentimental” é um projeto do coreógrafo Francisco Camacho que se centra na pesquisa de uma determinada zona geográfica para a construção de um espetáculo que reflete essa observação dos locais onde se desloca.
Foi sendo concebido tendo por base os seguinte eixos principais - identificação de festividades e ritos da região envolvente, no sentido de os revisitar, desenvolvendo uma linguagem de movimento que estrutura a coreografia; recolha de informação sobre figuras notórias da terra, seja porque se distinguiram na sua intervenção profissional, social ou cultural, sejam porque mantém um papel importante no imaginário local, sendo figuras singulares - típicas ou atípicas pela sua excentricidade; participação de habitantes locais sempre que possível. A reelaboração dos materiais recolhidos previa o desenvolvimento de cenas do espetáculo que evocam essas figuras, numa linha de trabalho habitual no coreógrafo, conhecido pela abordagem de personagens, que passa também pela escrita de textos a serem ditos ao vivo ou em gravação, ou ainda projetados. Num outro plano, através do jogo de cruzamento da biografia pessoal do coreógrafo com as das figuras locais, o público tinha um acesso mais estreito ao criador, por via de uma intimidade maior e um relativo despojamento na sua presença ao vivo.
Neste momento a Viagem Sentimental começa a encerrar, estando a ser criado um projeto final que seja capaz de simbolizar e unificar todas as “viagens sentimentais” e as comunidades por onde passou ao longo destes anos: Nesse sentido apresentaremos no Festival Micro Clima um primeiro estudo de processo dessa Viagem Sentimental Assemblage.

15 DE OUTUBRO



Direção Artística
Mariana Tudela

Assistente Direção Artística
Pedro Fernandes

Coordenação Técnica
Martim Seabra
José Diogo Ferreira

Direção de Produção
Diogo Fontoura
Marta Lopes

Produção
Matilde Tudela
Miguel Silva

Programa de Conhecimento
Zé Maria Cortez

Gestão Redes Sociais
Ricardo Pereira

Merchandising
Bruno Mousaco

Audiovisuais
Alexandre Cortez
Pedro Fernandes

Design Comunicação
Luísa Tudela

Web Design
Francisca Roseiro
Luísa Tudela

Co-Produção
SMUP

Apoios
SMUP
União de Freguesias Carcavelos e Parede

Se precisar de mais informações, contacte-nos através do:


festivalmicroclima@gmail.com
Rua Marquês de Pombal, 319, 2775-295 Parede
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